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Herança do PT: Comércio cortou 412 mil empregos somente em 2015

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Além do desemprego e do fechamento de lojas, receita do comércio também caiu

O mais longo período recessivo da história do País iniciado sob o governo do PT cortou 412 mil postos de trabalho no comércio em 2015, na comparação com ano anterior, e fechou 40,4 mil lojas. Os dados fazem parte da PAC (Pesquisa Anual do Comércio) divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa avalia os dados dos segmentos empresariais do comércio brasileiro nas categorias comércio de veículos automotores, peças e motocicletas, comércio por atacado e comércio varejista.

Com a crise e o fechamento dos estabelecimentos, as demissões também ocorreram em massa no setor. O comércio empregava 10,27 milhões de pessoas em 2015, queda de 3,9% na comparação ao ano anterior. Todas as atividades do varejo cortaram pessoal.

Com as demissões, a massa salarial real do comércio recuou 1,7% em 2015, apesar do salário médio real ter registrado crescimento de 0,8% frente a 2014. O setor pagou um total de R$ 206,3 milhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Inflação

Em 2015, o comércio foi afetado pela rápida aceleração da inflação no País – que fechou o ano em 10,6% -, aumento da taxa de desemprego nacional – de 8,5% na média do ano – e incertezas sobre o cenário político. Esse quadro de desmantelo da economia no governo da presidente Dilma Rousseffa gerou uma forte retração do consumo das famílias. Indústria e serviços também apresentaram trajetória negativa naquele ano.

Queda de receita

Em 2015, quando a economia mergulhou a fundo na crise, a receita operacional líquida do comércio recuou 0,5% na comparação a 2014. Foi o pior resultado apurado na série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2007. Até então, o desempenho mais fraco da receita operacional líquida do comércio brasileiro havia sido registrado em 2009, quando cresceu 4,6% em meio aos efeitos da crise provocada pelo mercado hipotecário de alto risco dos Estados Unidos. (Com informações do IBGE e agências de notícias)

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