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Em discurso de despedida, Luzia Ferreira faz balanço de sua passagem pela Câmara

Robson Gonçalves

“Apesar de ter chegado aqui nesses 4 meses, eu creio que cumpri bem o papel e os eleitores que votaram em mim e acreditaram que eu pudesse me dedicar a essa tarefa"

Em tom de despedida. Assim foi o discurso da deputada federal Luzia Ferreira (PPS-MG), nesta quinta-feira (17), no plenário Ulysses Guimarães. A parlamentar assumiu mandato em abril, como suplente do deputado federal Mário Heringer (PDT-MG), que se licenciou para cuidar da saúde e que retornará na próxima semana.

Em seu discurso, a parlamentar agradeceu seus companheiros de partido e fez uma referência especial à bancada feminina do PPS, que após a sua chegada passou a representar 40% dos dez deputados que compõem hoje o partido.

Segundo Luzia, isso é um fato relevante, tendo em vista que no Brasil os espaços de representação da mulher na política não ultrapassam 10% em todas as Casas Legislativas. A deputada lembrou que o PPS, desde a sua origem e ao longo de sua história, sempre teve um compromisso com a participação das mulheres no âmbito do partido e também na sociedade.

“Esse é um dos nossos grandes desafios. Ter mais mulheres ajudando a pensar nesse imenso país. A nossa ausência cria um déficit democrático e desqualifica a nossa democracia. Estamos presentes em todas as atividades econômicas, de representação, atuação nas profissões e já mostramos que sabemos ocupar os mais diversos espaços”
O presidente do partido, deputado Roberto Freire, aparteou o discurso e disse que a ausência da deputada será sentida por todos da bancada do PPS.

“Espero que seja por pouco tempo, que na próxima legislatura venha para cá e permaneça brindando com a sua competência os trabalhos desta Casa. Sua contribuição, junto com a bancada do PPS nos ajudou a pensar em como enfrentar a crise econômica, política e até moral que o Brasil vive. E também em como solucionar o problema com propostas que ajudem a sociedade a fazer política e a respeitar a democracia representativa”

Balanço parlamentar

Luzia Ferreira fez um breve balanço da sua atuação parlamentar. Ao chegar na Câmara escolheu fazer parte de duas comissões com as quais tinha mais afinidade. Uma delas é a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, onde defendeu arduamente a efetividade e as diretrizes do Estatuto do Idoso.

E também escolheu a Comissão de Cultura, onde tem ampla experiência por ter sido integrante, durante 4 anos, da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A deputada defende a consolidação do Sistema Nacional de Cultura para que possa se afirmar como uma política relevante para o país e para os cidadãos.

A parlamentar registrou ainda que foi integrante da Comissão que discutiu um aspecto da reforma política. Ela defende o fim das coligações proporcionais, para haver mais identidade de representação partidária, e também uma cláusula de desempenho para ter acesso ao fundo partidário.

“Nós também não queremos matar os partidos pequenos, inclusive aqueles que têm a sua ideologia, mas a bancada do PPS propôs uma transição, e foi acatada pela relatora, para atingir os 3% de votos nacionalmente, a fim de permitir que os partidos se organizem. Acho que essa é uma conquista importante, tendo em vista que há um clamor geral da sociedade, quanto a essa questão do excesso de partidos”

A deputada apresentou ainda dois projetos de lei: um que cria melhores condições de monitoramento do grau de resíduos de agrotóxicos, que contaminam os alimentos, e outro que modifica a Lei Rouanet, para descentralizar e garantir uma parte da aplicação desses recursos de forma igualitária para todas as regiões do Brasil.

“Apesar de ter chegado aqui nesses quatro meses, eu creio que cumpri bem o papel e os eleitores que votaram em mim e acreditaram que eu pudesse me dedicar a essa tarefa. Durante minha vida, fui uma militante política das causas sociais e democráticas. Sempre considerei que o maior legado que tenho para deixar é exatamente essa minha dedicação ao nosso aís e à luta por um Brasil com mais possibilidades para o ser humano viver com igualdade”, afirmou Luzia Ferreira.

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