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Participação do Brasil na OCDE pode garantir avanços importantes na economia

Axel Schmidt/OCDE

OCDE foi criada em 1961, mas formação do grupo ocorreu em 1947, no pós-guerra

Os EUA vetou a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e, segundo analistas, a negativa se deu pela aversão dos estadunidenses à ampliação do grupo que atualmente é composto por 35 países, dentre os quais, as principais economias desenvolvidas do planeta.

Entre os atuais 35 países membros da OCDE estão os Estados Unidos, Canadá, Japão, França e Reino Unido. O Brasil se aproxima da OCDE há anos como “membro observador”, mas com receio de perder seu protagonismo entre os países emergentes  e pela priorização da política Sul-Sul adotada pelos governo do PT, nunca havia formalizado sua intenção de fazer parte do acordo.

Mas em maio deste ano, o governo de transição do presidente Michel Temer apresentou à OCDE pedido para aderir ao grupo, que tem também em sua composição países emergentes como México, Chile e Turquia.

A entrada brasileira na Organização é considerada importante e vantajosa, já que a adesão facilitaria a ampliação de investimentos internacionais e das exportações, aumentaria a confiança dos investidores e melhoraria a imagem brasileira no exterior. Atualmente, o País conta com apoio de grande parte dos países europeus que compõe o grupo. Uma nova tentativa deverá ser feita na próxima reunião da OCDE que ocorrerá no mês de setembro.

Ao analisar a aspiração nacional, o economista e dirigente do PPS, Demétrio Carneiro, afirmou que a participação do Brasil representaria “importantes ganhos”.

"Participação nos obrigaria a fazer dever de casa"
“Participação nos obrigaria a fazer dever de casa”

“Participar da OCDE é um importante ganho de inserção do Brasil no circuito de trocas mundiais. Especialmente por nos obrigar a fazer o dever de casa no comércio mundial. Teríamos produtos mais competitivos, a implementação da produtividade e menor corrupção nas transações internacionais”, afirmou.

Para Demétrio Carneiro, a economia brasileira tem que participar de diversas frentes diferentemente da política adotada ao longo dos 13 anos de PT, que priorizou a aplicação da política Sul-Sul. Ele lembrou que a decisão só trouxe prejuízos para o Brasil.

“O País vem de um longo período de aplicação da política Sul-Sul e de um enorme esforço na coordenação dos BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e ÁFrica do Sul]. Essa leitura deu no que deu: baixíssima competitividade da indústria nacional, baixa produtividade, perda de espaço na exportação de produtos de média e alta tecnologia e a dependência da exportação de produtos primários. Com o PT, voltamos à modesta posição de exportadores de meio ambiente”, criticou.

“Marcha da história”

O economista destacou que o veto dos EUA não será permanente e que a política nacionalista e atrasada adotada por Donald Trump não conseguirá “evitar a marcha da história”.

“OS EUA de Trump é o do Estado nacional não competitivo que impõe pela força, mas nem ele mesmo vai conseguir evitar a marcha da história. Vide a reconfiguração do Acordo do Pacífico e o novo acordo entre o Japão e a União Europeia”, disse.

Oxigenação

Para Demétrio Carneiro, diante da crise instalada pelas decisões equivocadas dos governos do PT, o Brasil deve “correr atrás do prejuízo” e que nada impede o País de buscar novos espaços econômicos no mundo

“A nos agora resta correr atrás do prejuízo. Precisamos buscar, e estamos buscando, oxigenar o ambiente das nossas relações comerciais internacionais. Não se trata de negar a importância e nosso protagonismo na relação Sul-Sul, mas nada impede de buscarmos nossos espaços. Seja na OCDE, seja com a União Europeia ou Ásia. Nosso desenvolvimento passa por aí”, apontou.

Reconstrução pós-guerra

A OCDE foi criada em 1961 para substituir a OECE (Organização Europeia para a Cooperação Econômica), formada em 1947 com o objetivo de administrar o Plano Marshall no processo de reconstrução dos países europeus envolvidos na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). A sede da OCDE está localizada na cidade de Paris, na França.

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