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Jordy sobre autorização para processar Temer: PPS tem tradição em votar a favor de investigações

Robson Gonçalves

Arnaldo Jordy é líder do PPS na Câmara

O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), declarou nesta segunda-feira (19) que o partido tem a tradição de cobrar e votar favoravelmente a pedidos de investigações, “desde que estas não sejam meramente graciosas”, o que parece não ser o caso que envolve o presidente da República, Michel Temer, e as delações dos executivos da JBS.

Jordy afirmou que consultará a bancada sobre o eventual pedido de autorização para processar Temer que pode ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, caso a Procuradoria Geral da República (PGR) ofereça denúncia sobre o tema ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Estas declarações minuciosas levam a crer que se trata de uma quadrilha instalada nas últimas gestões do poder central. São declarações que fulminam tanto Temer quanto o PT. O presidente atual perde a credibilidade e se vulnerabiliza ainda mais diante do quadro. Temos a tradição de pedir investigações desde que não graciosas, como é o caso agora, mas vamos consultar a bancada sobre os procedimentos”, adiantou o líder do PPS.

O parlamentar paraense disse que há duas saídas para o presidente da República, diante da crise política que se instalou desde que veio à tona o conteúdo da delação de Joesley Batista, incluindo o áudio gravado com o próprio presidente.

“Ou ele (Temer) renuncia ou enfrentará o impeachment, já que, em tese, teria ocorrido o crime de responsabilidade”, destacou.

Arnaldo Jordy lembrou que foi na gestão do PT, que o grupo liderado por Joesley Batista se notabilizou por alcançar benesses do governo federal, por meio do pagamento de propinas a agentes públicos.

“A JBS foi uma das empresas considerada cartão de visita da administração lulo-petista. Com o PT, a companhia chegou onde chegou, inclusive cooptando o PMDB”, finalizou.

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