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Expectativa é votar reforma da Previdência na Câmara em agosto, diz Arthur Maia

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Maia: Economia vai pagar preço alto se reforma não for aprovada este ano

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), afirmou nesta segunda-feira (19), durante palestra na ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que a agenda do governo no Congresso Nacional “parece estar preservada” após a “confusão política” causada pela delação dos empresários da JBS. O parlamentar declarou ser “razoável” a expectativa do governo em votar a Proposta de Emenda à Constituição da Previdência em agosto, no plenário da Casa.

“A agenda de reformas me parece estar preservada, basta termos articulação política e força para fazer com que ela a reforma da Previdência de fato aconteça. Eu acho que até agosto, na Câmara, é uma data razoável para a gente ter esperança de aprovar”, declarou.

Ele informou que agendou para esta terça-feira (20), uma conversa com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que vai assumir interinamente a presidência da República enquanto Michel Temer (PMDB) faz viagem ao exterior.

Para a reunião, o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB), também foi chamado. Segundo o relator, o tempo “milita contra a reforma” à medida em que se aproxima 2018, ano de eleições presidenciais.

Previdência

Arthur Maia afirmou que a reforma precisa ser aprovada neste ano. “A economia vai pagar um preço altíssimo se não realizarmos a reforma da Previdência este ano”, declarou. Ele chegou a citar que a medida pode até ficar para ter andamento no próximo governo, em 2019. “Mas aí não serão mais 13 milhões de desempregados, serão 20 milhões.”

O deputado pediu o apoio dos empresários para divulgar que a proposta é necessária ao País. Nesse contexto, ele afirmou que conversou com o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e que a entidade vai lançar nos próximos dias uma campanha publicitária com o tema “Vamos salvar a reforma”.

Mudanças

Durante a palestra, o deputado voltou a falar que, com as mudanças feitas pela Câmara após a apresentação do projeto original, o potencial de economia para o sistema previdenciário em 10 anos caiu de R$ 800 bilhões para R$ 600 bilhões. Mesmo assim, reforçou, a previsão é que os gastos com a Previdência em proporção ao orçamento federal caia a partir de 20 anos.

Entre as mudanças, estão a alteração da idade mínima de aposentaria para trabalhadores rurais, de 65 para 60 anos, e a continuidade da vinculação do BPC (Benefício de Prestação Continuada) com o salário mínimo – que havia sido excluída pelo governo. Além disso, a idade mínima para mulheres foi alterada de 65 para 62 anos.

Quanto à idade mínima para mulheres, o relator afirmou que a alteração foi feita a pedido do presidente Michel Temer para dar viabilidade à aprovação do texto. “Foi um ingrediente muito mais de buscar aprovação do que consciência do relator.”

“O fato é que as mudanças foram fruto justamente da posição dos parlamentares e da conciliação entre a necessidade fiscal do País e a realidade política e social que nós vivemos”, afirmou Maia. (Com informações do Estdão Conteúdo)

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