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Escândalos envolvendo empresas aponta necessidade de regras mais duras para punir corrupção contra o Estado

As delações de empresários à Justiça têm revelado como o setor corrompia o poder em busca de facilidades e lucros exorbitantes à custa dos cofres públicos. A situação mostra que não apenas os políticos, mas também os dirigentes empresariais envolvidos em corrupção devem sofrer punições, sanções severas e devolver o dinheiro desviado.

O exemplo mais recente deste tipo de escândalo é o caso da delação dos empresários Joesley e Wesley Batista da J&F, grupo que controla o frigorífico JBS. Segundo levantamento do jornal “O Globo” (veja aqui), os donos da JBS negociaram R$ 483,8 milhões em ações da empresa, entre os meses de abril e maio, evitando perdas milionárias com as revelações feitas por eles dias depois à Justiça.

Para o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), o País precisar criar um mecanismo para afastar pessoas implicadas em práticas de corrupção e que estejam atuando na direção empresarial.

"Perder os direitos empresariais"
“Perder os direitos empresariais”

“Tem que analisar um mecanismo de afastamento dessas pessoas implicadas [em corrupção] e que estejam na direção. Alguns países utilizam esse afastamento obrigatório com determinação judicial e com a venda do controle [acionário]. A semelhança que se faz com os políticos, que perdem os seus direitos [políticos], vão ser punidos por processo de corrupção e perder os direitos empresariais”, defendeu.

Graves distorções

Já o presidente do PPS no Rio Grande do Sul, Sérgio Camps, afirmou, ao analisar a questão, que a economia brasileira vive graves distorções que impedem melhorias no País. Ele criticou o PT que, ao invés de democratizar, reforçou o caráter oligopolizador das empresas quando assumiu o comando da nação.

"Não podemos acusar só os partidos"
“Não podemos acusar só os partidos”

“Na economia se criou distorções graves que impedem que a democracia brasileira melhore. O Brasil, antes do PT, já era uma economia oligopolizada com concentração de grandes empresas ocupando o mercado. Eles em vez de provocarem a democratização e a melhoria da competitividade, reforçaram o caráter oligopolístico por meio do BNDES. Isso tem que ser enfrentado e é uma condição para a melhoria da economia brasileira”, disse.

Assim como Freire, Camps defendeu a penalização de dirigentes empresariais envolvidos em esquemas de corrupção.

“Não podemos acusar só os partidos. A JBS se tornou o maior grupo de proteína animal do mundo com subsídio público. Pessoalmente defendo que as famílias que controlam essas empresas sejam banidas da vida empresarial brasileira. É preciso de uma lei que retire a propriedade da empresa dessas famílias. Colocar essa empresa no mercado, vender e com o valor restituir tudo que foi tirado e desviado do estado”, afirmou.

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