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Ex-presidente do BB e Petrobras no governo do PT será investigado por R$ 3 mi em propina da Odebrecht

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Bendine agia com consentimento de Dilma para atenuar efeitos da Lavo Jato

O juiz Sergio Moro autorizou nesta terça-feira (13) abertura de inquérito pagamento de propina pela Odebrecht para Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras no governo do PT. Três delatores da empresa disseram que ele recebeu recebeu R$ 3 milhões em espécie em 2016, mesmo depois da prisão de Marcelo Odebrecht naquele ano e com a Operação Lava Jato completando o terceiro ano de investigação.

Os procuradores querem que sejam investigadas as suspeitas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O juiz deu prazo de cinco dias para a Polícia Federal se manifestar.

Segundo os delatores, Bendine, que na época era o presidente do Banco do Brasil, queria um percentual de um empréstimo de R$ 600 milhões que a Odebrecht tentava conseguir no banco.

“Ele entrou trazendo consigo uma pasta verde da Presidência da República. Ele disse claramente que durante o fim de semana ele tinha tido reuniões em Brasília, e que a presidente [Dilma Rousseff] tinha o encarregado de tratar com o empresariado questões que atenuassem os efeitos da Lava Jato. A gente percebia claramente que ele ostentava para se creditar como interlocutor da então presidente da República”, declarou Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, na delação.

Marcelo Odebrecht disse que não pretendia pagar a propina, mas que mudou de ideia quando Bendine assumiu a presidência da Petrobras, poucos dias depois da reunião. Segundo ele, a Odebrecht estava com dificuldades de fechar contratos com a estatal por causa das investigações da Lava Jato. E Aldemir Bendine também teria reduzido o valor da propina, de 2% a 3%, para 1% do empréstimo.

A propina da empreiteira para Bendine foi paga em espécie, entregues em três parcelas, em São Paulo, entre os dias 17 de junho e 1º de julho de 2016 ao publicitário André Gustavo Vieira da Silva, quando Marcelo Odebrecht já estava preso.

“Deram três pagamentos. Dois, dos três, foram feitos quando eu estava já preso. É tipo da coisa, eu autorizei, alguém absorveu, não sei exatamente quem. Tem que verificar”, disse Marcelo Odebrecht. (Com informações da Agência de Notícias)

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