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Não há espaço para avanço da reforma da Previdência, diz Arthur Maia

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Maia: Agora é hora de arrumar a casa e esclarecer os fato obscuros

O relator da reforma da Previdência, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), divulgou nota pública nesta quinta-feira (18) avaliando que não há espaço para o avanço das mudanças no sistema de aposentadorias do País depois da crise instalada com a divulgação da delação dos sócios do frigorífico JBS que envolve o presidente Michel Temer.

O jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou parte do documento em que o  “deputado defende que a hora agora é de arrumar a casa, ‘esclarecer fatos obscuros’ e responder com a verdade às dúvidas levantadas.”

“A partir das denúncias que surgiram contra o presidente da República, passamos a viver um cenário crítico, de incertezas e forte ameaça da perda das conquistas alcançadas com tanto esforço”.

De acordo com o jornal, “Maia também reforçou a necessidade de punir “quem quer que seja”, mostrando que a lei vale para todos. “Só assim é que haveremos de retomar a reforma da Previdência Social e tantas outras medidas que o Brasil tanto necessita”, disse o parlamentar do PPS.

Relatores defendem paralisação das reformas

Governo tenta mostrar normalidade, mas, de acordo com Arthur Maia e Ricardo Ferraço, crise impede avanços

Idiana Tomazelli – O Estado de S. Paulo

Sob o impacto das acusações contra o presidente Michel Temer, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), defendeu publicamente que o andamento da proposta seja paralisado. “Certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias”, disse Maia em nota divulgada ontem à noite. Mais cedo, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista, também havia anunciado a suspensão do calendário do projeto, citando a “crise institucional”. “Todo o resto agora é secundário”, afirmou o tucano.

As indicações dos relatores vão na contramão do sentimento de normalidade que o governo tenta transmitir. O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), chegou a dizer que o Palácio do Planalto está próximo de garantir os 308 votos necessários para a aprovação da proposta na Casa. A previsão até então era votar o texto em primeiro turno até o fim deste mês. Já no caso da trabalhista, o parecer seria apresentado na próxima terça-feira.

Assessores da área econômica, no entanto, reconhecem que a investigação terá sim impacto sobre o andamento das propostas e, desde a noite de quarta-feira, logo após a divulgação da acusação, traçam cenários para lidar com esses efeitos. Técnicos admitem que não há condição nenhuma de dar prosseguimento às negociações. A situação atual é de paralisia.

O relator da reforma da Previdência destacou no comunicado que a proposta contribuiu para um cenário de “esperança” no País, um sentimento desfeito nas últimas horas. “A partir das denúncias que surgiram contra o presidente da República, passamos a viver um cenário crítico, de incertezas e forte ameaça da perda das conquistas alcançadas com tanto esforço”, afirmou Maia.

O deputado defendeu que a hora agora é de arrumar a casa, “esclarecer fatos obscuros” e responder com a verdade às dúvidas levantadas. Maia também reforçou a necessidade de punir “quem quer que seja”, mostrando que a lei vale para todos. “Só assim é que haveremos de retomar a reforma da Previdência Social e tantas outras medidas que o Brasil tanto necessita”, acrescentou.

Redes sociais

O diagnóstico dos debates sobre a reforma da Previdência nas redes sociais já mostra o impacto das recentes acusações contra o presidente Michel Temer. Se antes o governo já estava perdendo a batalha da comunicação, segundo os próprios integrantes da base, desde ontem a expressão “Cassação da chapa Dilma-Temer” passou a ganhar destaque nas postagens relacionadas à reforma da Previdência, segundo levantamento obtido pelo Estadão/Broadcast. (COLABORARAM ISABELA BONFIM E JULIA LINDNER)

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