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Em seminário, ativistas defendem que combate à LGBTfobia se dê por meio meio da educação

Eliseu destacou que País está próximo de criar legislação para LGBTs

Os núcleos de diversidade do PPS, PV e PSDB promoveram, nesta quinta-feira (18), seminário para debater o combate a homofobia e transfobia no País. O evento, realizado em celebração ao Dia Internacional de Enfrentamento da LGBTFobia, analisou a conjuntura atual e discutiu estratégias e ações para o enfrentamento da violência contra o público LGBT.

O coordenador nacional do PPS Diversidade, Eliseu Neto, considerou o evento um sucesso e defendeu o combate à homofobia por meio da educação. Ele citou a ADO 26 (Ação Direita de Inconstitucionalidade por Omissão), protocolada pelo partido, a qual pede que o STF (Supremo Tribunal Federal) declare omissão do Congresso Nacional por não ter votado projeto de lei que criminaliza atos de homofobia. O coordenador  destacou que o País nunca esteve tão próximo da criação de uma legislação que garanta os direitos dos LGBTs.

“Estamos próximos de criar uma legislação que nos projeta. A bandeira do PPS é a educação. Precisamos atualiza-la para que possamos preparar de fato as pessoas na luta a favor da diversidade. O PPS Diversidade está presente em 17 estados e funcionando plenamente. Uma luta feita junto com a bancada do partido no Congresso Nacional”, disse.

Já a senadora Martha Suplicy (PMDB-SP), militante histórica da causa LGBT, reforçou a necessidade de união para cobrar a aprovação de propostas que tramitam no Congresso.

“A revolução feita na união estável homoafetiva foi bonita, mas temos que ter uma estratégia para não corrermos o risco de perder na aprovação de matérias. Precisamos nos mobilizar para que os senadores não tenham medo do eleitor. O trabalho de vocês é necessário. Sempre mantive essa bandeira em São Paulo e fui eleita prefeita e com votos de evangélicos. As pessoas te respeitam pela sua atuação”, afirmou.

A deputada federal Pollyana Gama (PPS-SP) mostrou preocupação com a formação de professores e disse que é preciso avançar no preparo dos docentes.

“Temos muito que avançar na formação dos professores e olhar isso como uma estratégia de política pública. Por mais que tenhamos campanha de informação contra a LGBTFobia, eu me pergunto quem é a pessoa que esta recebendo este material e qual é a sua visão de mundo? Temos que estar atentos como esta sendo a valorização desses profissionais” destacou.

A secretária adjunta da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Irina Storni, ressaltou que a Secretaria rejeita todas as práticas de descriminação contra LGBTs e afirmou que a pasta acompanha todos os projetos voltados para esse público.

“Tivemos uma reunião em Genebra e 109 países fizeram recomendações diante a violência e a descriminação que atinge os LGBTs no País. A SPM tem uma assessoria parlamentar e estamos atentos a todos esse projetos que tramitam no Congresso. Rejeitamos todas as praticas discriminatórias contra essa população”, disse.

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