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Prévia da inflação, IPCA-15 fica em 0,21% e registra a menor taxa para abril desde 2006

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Em 12 meses índice acumula 4,41%, abaixo do centro da meta de inflação

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo–15), registrou 0,21% em abril. A taxa – apurada entre 12 de março e 12 de abril – é maior que o 0,15% da prévia de março, mas inferior ao 0,51% de abril do ano passado. Esse é o menor percentual para os meses de abril desde 2006 (0,17%), segundo divulgou nesta quinta-feira (20) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 4,41%, a mais baixa desde janeiro de 2010 (4,31%). O índice também está abaixo do centro da meta de inflação do governo federal, que é 4,5% (em um intervalo entre 2,5% e 6,5%).

Entre os principais responsáveis pela taxa de 0,21% de abril estão a saúde e cuidados pessoais, com inflação de 0,91%, e os alimentos, que tiveram aumento de preço de 0,31%, de acordo com a prévia do mês.

O tomate, que ficou 30,79% mais caro, foi destaque de alta no ranking dos maiores impactos no grupo de alimentação. Além dele, outros alimentos passaram a custar mais de março para abril, a exemplo da batata-inglesa (11,63%), dos ovos (5,5%) e do leite longa vida (1,49%).

Ao mesmo tempo, os transportes, com uma deflação de 0,44%, e os artigos de residência, com queda de preços de 0,43%, ajudaram a frear a inflação de abril, colaborando para que ela fosse a mais baixa dos últimos 11 anos.

As demais classes de despesas tiveram as seguintes taxas na prévia de abril: habitação (0,39%), vestuário (0,44%), despesas pessoais (0,23%), educação (0,14%) e comunicação (0,18%).

Cálculo

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de março a 12 de abril de 2017 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de fevereiro a 14 de março de 2017 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

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