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Adão Cândido: Podemos desconsiderar o fenômeno Doria?

Acredito que a resposta é um rotundo não!

Com o envolvimento em denúncias dos principais nomes (Serra, Aécio e Alckmin) do campo que liderou a oposição aos governos Lula/Dilma, o PPS precisa estar aberto a discutir alternativas que apontem uma saída para a grave crise pela qual passa o Brasil. Estamos participando de um governo de transição, mas o processo eleitoral de 2018 é a verdadeira oportunidade para o país fazer o debate sobre tudo que aconteceu e escolher o seu rumo para o futuro.

Como o PPS vai estar vestido nessa festa democrática?

Defendo que o PPS tenha papel ativo na montagem de uma candidatura que promova o reencontro dos brasileiros com a política e que nos permita superar esse triste momento histórico, neste sentido o nome de Dória pode vir a atender essa espectativa de renovação/superação com um viés democrático.

A direita já se articula para 2018 com duas postulações: Bolsonaro e Caiado. Recordo aqui do que se passou na Itália no pós operação Mãos Limpas, quando Berlusconi ocupou o espaço político deixado pelo desmoronamento dos partidos tradicionais (Socialista e Democrata-Cristão). Os Democratas de Esquerda só retomaram a iniciativa política quando convergiram para o centro com Romano Prodi.

Também aqui, no cenário que vislumbro, a busca pelo centro continuará dando a tônica dos arranjos eleitorais competitivos, dessa forma o posicionamento natural de Dória como candidato de centro, tendo a sua direita Bolsonaro e/ou Caiado e a sua esquerda Lula/PT/Ciro, lhe permitirá ser um candidato muito competitivo.

O PPS deve liderar uma aproximação dos setores democráticos com Dória e estabecer um diálogo sobre um projeto de governo que aprofunde as reformas e retome a esperança!

Adão Candido é membro do Diretório Nacional do PPS

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