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Carmen elogia ministro por reconhecer que saúde precisa de mais recursos da União

Robson Gonçalves

Deputada alertou para a busca crescente da população dos serviços do SUS

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) elogiou nesta quarta-feira (05) o ministro da Saúde, Ricardo Barros, por reconhecer publicamente que é a União precisa aumentar o percentual de aplicação de recursos em saúde pública. A declaração de Barros aconteceu na audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, quando foi indagado pela parlamentar sobre a previsão de recursos para o setor.

“Queremos agradecer ao senhor por reconhecer que o ministério precisa chegar a 50 por cento de financiamento no SUS. Fazia muito tempo que não ouvíamos nenhuma autoridade fazer isso”, afirmou a parlamentar.

Zanotto informou que há municípios que aplicam até 24 por cento. “Eles estão muito além da capacidade de endividamento”, pontuou.

A deputada concordou com Barros quando ele afirmou que é preciso melhorar a gestão no sistema nos estados e municípios, mas acentuou que o problema mais grave é a escassez de dinheiro para atender à crescente demanda da população, principalmente neste momento de crise econômica. “Se buscarmos essa meta (dos 50 por cento), podemos recuperar a capacidade de financiamento da saúde pública”, acrescentou.

Farmácia Popular

Carmen  pediu ao ministro Ricardo Barros que esclarecesse melhor sobre a extinção do Programa Farmácia Popular. “O senhor precisa reforçar que o programa não vai acabar. Só serão fechadas as unidades próprias, as mantidas pelo governo”, alertou a deputada.

O ministro da Saúde confirmou que o braço do programa, o credenciamento de farmácias em todo país, o “Aqui tem Farmácia Popular”, será mantido, mas que o governo tem muita despesa para manter as 516 unidades próprias de farmácias populares, que são distribuídas em 410 municípios.

“Gastamos R$ 70 milhões com infraestrutura e pessoal e R$ 20 milhões com medicamentos. É muito dinheiro para pouco remédio distribuído”, enfatizou.
O governo ainda estuda possibilidade de repassar para os municípios parte dos recursos destinados à compra de medicamentos.

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