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Arnaldo Jardim: “Nunca antes na história…”

Uma queda de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 foi anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde o início da atual recessão, em 2014, o PIB já caiu 9% – demonstrando os reflexos do desgoverno que desmontou a economia brasileira nos últimos anos em nome de um projeto falho de poder que se preservou, rompeu o equilíbrio fiscal e introduziu artificialismos que custaram muito.

9% é também o tamanho da redução da renda média do brasileiro, um índice registrado em menor tempo, somente entre 2015 e 2016. Nunca os brasileiros empobreceram tanto em apenas um só biênio. Some-se o fato de que o desemprego, hoje, já atinge 12,9 milhões de pessoas.

É um quadro triste, desastroso, que pode ser chamado de “grande recessão”, e que precisa ser lembrado com insistência para que ninguém se esqueça do mal que o governo petista infligiu a país. Tragédia provocada pela miríade de equívocos da política econômica do governo Dilma Rousseff (2011-2016).

A formação bruta de capital fixo – medida do que se investe em máquinas, equipamentos, construção e pesquisa – em 2016 levou a taxa de investimento da economia brasileira a fechar o ano em 16,4% do PIB, o nível mais baixo da série iniciada em 1995. Em 2013, era de 20,9% do PIB.

Esta queda de quase 30% do investimento entre o terceiro trimestre de 2013 (R$ 357 bilhões) e o último trimestre de 2016 (R$ 255 bilhões) não chega a ser uma surpresa. É a reação natural de empresas em face de um aumento considerável do custo de seu capital, das incertezas políticas, da insegurança regulatória. O Brasil ficou caro antes de se tornar rico.

Nestes 10 meses pós-impeachment em que mudanças tímidas ocorreram, já houve um gradual aumento da confiança de investidores e consumidores em um País que demonstra começar a punir a corrupção.

Resultado de uma carteira teórica de ativos, onde o cenário político influi diretamente, o Índice Bovespa (Ibovespa) subiu 21,5%. Outro índice que melhorou com o afastamento da ex-presidente foi o Risco Brasil, que caiu 16,5% e demonstra uma maior confiança dos investidores em uma recuperação da atividade econômica brasileira. Já o dólar caiu 9,3% e chegou ao patamar ideal para a Balança Comercial de pouco mais de R$ 3.

Os supermercados brasileiros também começam a respirar, sinalizando um aumento no consumo da família brasileira. Entre dezembro de 2016 e janeiro deste ano, a alta das vendas foi de 3,8%. A recuperação é lenta – e neste ritmo deve continuar -, porém real. Já chegamos ao fim do túnel e agora nos preparamos para sair dele ainda mais fortes.

Para superar essa recessão, o presidente Michel Temer precisa levar adiante, reformas estruturais como a da Previdência. A aprovação do teto para gastos públicos foi um bom começo, e demonstrou que o Governo Federal tem compromisso com o equilíbrio fiscal. Isso é essencial para a confiança dos investidores, que podem se animar com um plano de concessões e privatizações mais claro e dinâmico, que gere dividendos ao Brasil e que seja atrativo. É preciso mostrar que o Brasil é sério, que os recentes fatos da política foram episódicos, não são praxe.

Quando um governo perde a mão na condução econômica, praticando preços artificiais, taxas irreais e intervenções malfadadas no câmbio e nos juros, é a população que sofre. É a família que vê sua alimentação mudar conforme os preços das prateleiras. Vê seu orçamento ficar apertado a cada nova conta de luz.

Mas este conjunto de dificuldades tem agora revelado a outra face, a da oportunidade! Um povo trabalhador, empresário criativos, vontade de retomar atividades, necessidade de voltar a crescer.

Que a lição da recessão redefina parâmetros e procedimentos e ainda a luz da retomada econômica.

Arnaldo Jardim é secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo e deputado federal licenciado pelo PPS-SP

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