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Banco do Brasil anunciará plano para fechar agências nesta segunda

Os jornais “Folha de S. Paulo” e “O Estado de S. Paulo” destacam nesta segunda-feira que o Banco de Brasil irá anunciar um plano de reestruturação que poderá fechar agências e aposentar funcionários por meio de PDV (Plano de Demissão Voluntária).

Segundo o Estadão (veja matéria abaixo), os empregados que aderirem ao PAI (Plano de Aposentadoria Incentivada) vão receber 12 salários, além de indenização.

Na reformulação, de acordo com informações da Folha (veja aqui a matéria), 781 agências de um total de 5.430 deixarão de existir, o que corresponde a 14%.

Banco do Brasil quer aposentar 18 mil e fechar 402 agências

Ajuste – Em grande reestruturação, que será anunciada hoje, Banco do Brasil espera economizar R$ 2,7 bilhões no ano que vem, apurou o ‘Estado’; empregados que aderirem ao plano de aposentadoria incentivada (PAI) vão receber 12 salários, além de indenização

Murilo Rodrigues Alves – O Estado de S. Paulo

O Banco do Brasil (BB) anuncia hoje uma grande reestruturação que reduzirá o número de agências e oferecerá um plano de aposentadoria incentivada para até 18 mil funcionários. Como a adesão ao plano é voluntária, o banco não tem uma estimativa oficial da economia que será feita. Simulações obtidas pelo ‘Estado’ apontam uma economia total de R$ 2,7 bilhões no caso de adesão de 10 mil funcionários e de R$ 1,85 bilhão, com a adesão de 5 mil empregados. No cálculo, está incluído a economia com redução da estrutura física.

Os servidores que aderirem ao plano receberão 12 salários mais indenização pelo tempo de serviço, que vai de um a três salários. A despesa do BB com os atuais 109 mil funcionários é superior à média da dos concorrentes privados. No ano, até setembro, o BB gastou R$ 15 bilhões com pessoal, expansão de 5,3% ante mesmo período de 2015.

Reduzir a folha de pagamento é visto como uma medida essencial para melhorar a rentabilidade do banco, foco de atenção de Paulo Caffarelli, presidente da instituição. Em entrevista ao Estado, em junho, o executivo afirmou que tem como objetivo aproximar o retorno da operação do BB ao de rivais privados.

O maior banco do País quer ampliar ainda o número de funcionários com carga horária reduzida. A expectativa é que seis mil deles gradativamente troquem a jornada de oito para a de seis horas. Ao aderir, o empregado tem o salário reduzido em 16,25%. Após essa mudança, só cargos gerenciais ficarão com jornada de oito horas.

Agências. O BB fechará 402 agências em todo o País e transformará outras 379 em postos de atendimento (PAB) ao longo do próximo ano. A economia anual com o enxugamento da estrutura é estimada pelo BB em R$ 750 milhões, sendo R$ 450 milhões da nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões de redução de gastos com transporte de valores, segurança, locação e condomínios, manutenção de imóveis, entre outras despesas. Hoje, o BB tem 5.430 agências e 1.791 postos de atendimento.

Os postos de atendimento têm quadro de funcionários reduzido e não oferecem todos os serviços de uma agência. São instalados dentro de outras empresas ou em órgãos públicos e podem ter horário de atendimento diferenciado. O BB não fechará agência em município onde só o banco atua.

A instituição também vai fechar 28 superintendências regionais de varejo e 3 de governo de um total de 140. Em comunicado ao mercado, divulgado na noite de ontem, o BB informou que haverá revisão e redimensionamento da estrutura organizacional em todos os níveis: direção geral, superintendências, órgãos regionais e agências. Na direção geral, três unidades estratégicas serão encerradas, com a transferência das funções para outras diretorias.

Em relação às agências, o banco afirmou que a rede “será reorganizada de forma a adequar-se ao novo perfil e comportamento dos clientes, com o aproveitamento de sinergias, a otimização de estruturas e a ampliação de serviços digitais, sem comprometer a presença do BB nos municípios em que atua”.

O banco afirmou que abrirá 255 unidades de atendimento digital, entre escritórios e agências digitais, que vão se somar às 245 já existentes. Essas unidades – que reduzem o atendimento externo e ampliam nas plataformas digitais – atendem hoje 1,3 milhão de clientes. A expectativa é chegar a 4 milhões até o fim de 2017.

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