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A crise na saúde não começou no governo Temer, diz Carmen Zanotto

Robson Gonçalves

A crise do SUS começou com a queda de arrecadação no governo Dilma

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) rebateu nesta segunda-feira (10) as críticas de que a PEC 241/2016, que prevê novo regime fiscal, vai agravar a crise da saúde pública. Segundo ela, os problemas já existiam bem antes do novo governo assumir. “Esta crise já se arrasta há muito tempo. Não começou agora”, disse.

Ela lembrou aos colegas de plenário que, pelo menos, com a PEC 241, “nós estamos discutindo, com transparência, o impacto no setor da saúde e no da educação. É diferente do que aconteceu em março do ano passado, quando a maioria desta Casa aprovou proposta de emenda constitucional que tratava do orçamento impositivo”, argumentou.

Naquele momento, enfatizou a parlamentar, foi aprovada a nova base de cálculo da saúde, baseada nas receitas correntes líquidas. Na época, Carmen disse que ninguém tinha noção de que a arrecadação começaria a cair devido à crise econômica.

“Os parlamentares que vêm aqui denunciar que vão retirar recursos da saúde, quero lembrar que a base de cálculo anterior já previu isso. Os recursos do SUS começaram a cair drasticamente a partir daí”, reafirmou a relatora da chamada PEC da Saúde (01/2015).

Segundo Zanotto, o relator da PEC do limite de gastos, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), para não agravar ainda mais os problemas do setor, tomou o cuidado de trazer os 15% dos recursos previstos para 2020 para serem aplicados no próximo ano. “São R$112 bilhões a mais. Mesmo assim, ainda é insuficiente. Vamos continuar lutando por mais recursos para a saúde até o último momento”, afirmou a parlamentar.

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