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Cristovam: Resultado do Ideb representa ato terrorista do Estado contra a sociedade

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Para o senador do PPS, Temer deveria decretar "calamidade histórica"

A educação brasileira está longe daquilo que a sociedade almeja. Enfrenta diversos problemas que vão desde a falta a má aplicação de recursos, e a ausência de gestão pública eficiente para permitir o pleno desenvolvimento do ensino do País.

Foi o que mostrou o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado pelo Ministério da Educação, ao revelar que a meta estabelecida para 2015 foi cumprida apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, que vai do 1º ao 5º ano. O ensino médio representa a situação mais crítica, já que o índice de avaliação está estagnado desde 2011.

Cristovam: Dados não mostram desigualdade
Cristovam: Dados não mostram desigualdade

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) lamentou a situação e afirmou que o resultado representa um atentado terrorista secular praticado pelo Estado brasileiro contra a sociedade. O parlamentar criticou as metas estabelecidas para o ensino fundamental e médio.

“O Ideb é uma demonstração clara de um ato terrorista praticado a séculos pelo Estado brasileiro. Um País que não cuida da educação de suas crianças, e logo do seu povo, terá consequências graves e destruidoras. Até mais do que os verdadeiros atentados terroristas mundo a fora que tanto nos chocam. O resultado [Ideb] mostra como é pobre nossa educação. Deveríamos estabelecer e alcançar uma meta oito, mas nem atingir uma meta superior a cinco nós conseguimos. Um País em que que as crianças não sabem matemática e nem sabem falar português, é um que País que, em nenhum momento, irá se desenvolver. Não enquanto não resolvermos isso”, afirmou.

Cristovam Buarque alertou que os dados divulgados não mostram a totalidade dos problemas enfrentados pelo Brasil e citou a desigualdade social como exemplo. Segundo o senador, se for feito uma comparação entre ricos e pobres, utilizando os mesmos critérios de avaliação do índice, é possível constatar grandes diferenças sociais. Ele também criticou o fato do Ideb ser realizado apenas com alunos que estão em salas de aula.

“Ele [Ideb] não mostra a real desigualdade. Se compararmos o ensino médio dos ricos e dos pobres, o dos pobres será muito pior. Outra coisa que não aparece. Quando calculamos o índice no ensino médio, só entra no cálculo os que estão estudando. Não mostra os que não estão e esse público representa metade dos brasileiros que deveriam estar nas salas de aula. Se colocarmos os que não estão, teríamos uma pontuação de 2,5 e não de 5. Essa desigualdade é uma tragédia nacional”, criticou.

Calamidade histórica

Diante a situação, Cristovam Buarque afirmou que o presidente Michel Temer deveria decretar “calamidade histórica” e indicar caminhos de curto, médio e longo prazo para que o Brasil possa enfrentar o problema. O parlamentar defendeu a federalização da educação nacional.

“O Brasil já deveria ter decretado calamidade histórica. Calamidades públicas, como vimos recentemente na cidade mineira de Mariana, são trágicas, mas passam. A calamidade histórica é a que fica. A educação brasileira é uma calamidade histórica de graves proporções e o Ideb mostrou isso. O caminho é pela federalização do ensino. O índice deveria ser um despertador para nós. Infelizmente falaremos sobre o assunto durante alguns dias e nos esqueceremos até a próxima publicação”, lamentou o senador do PPS.

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