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Em audiência, Carmen defende diálogo entre governo e Congresso para resolver problemas do SUS

Robson Gonçalves

A deputada disse ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, que a sobrevivência do SUS merece atenção do governo

Em audiência pública nesta quarta-feira (13) com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) defendeu diálogo entre o governo e os parlamentares da Frente da Saúde para debater as propostas que possam trazer mais recursos para o setor.

A fala de Zanotto se deu após o ministro fazer uma exposição sobre a crise econômica do país.“Sabemos da gravidade do momento, mas precisamos estreitar o diálogo. Este é o apelo que fazemos. É importante destacar a importância dessa audiência, mas é preciso conversar mais. O que está em jogo é a sobrevivência do SUS”, apelou a parlamentar.

Na semana passada, Carmen Zanotto, em reunião da bancada do PPS, fez o relato ao presidente interino da República, Michel Temer, da “péssima” situação por que passa o Sistema. “Foi uma reunião muito proveitosa. O presidente se mostrou sensível a atender o pleito da população brasileira. Mas é preciso discutir mais a questão, inclusive com a equipe econômica”, informou Carmen, na audiência.

Para Carmen, os problemas provocados pelo subfinanciamento do SUS têm de ser resolvidos conjuntamente. Como defensora da saúde pública gratuita, a deputada disse que é preciso avançar na votação da PEC 01/2015, que já foi aprovada em primeiro turno em votação consagradora pela Câmara.

“Dos 403 deputados presentes no Plenário, 402 votaram a favor. Isso demonstra a preocupação desta Casa com a situação da saúde pública”, enfatizou.

Durante o debate, Ricardo Barros não se manifestou contrário a aprovação da PEC. Ele reconheceu que o governo federal retirou recursos da área nestes últimos anos.

“60 Dias”

Na audiência, parlamentar alertou Barros para o descumprimento da lei que estabelece prazo de 60 dias para que o paciente diagnosticado com câncer receba o primeiro tratamento. “Existe uma fila invisível neste país à espera de atendimento. Milhares de pacientes, na maior parte do país, aguardam até seis meses para receber o primeiro procedimento. É preciso que esse tempo de espera seja reduzido. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances cura”, revelou Carmen, que é uma das autoras da lei.

Zanotto também informou que os defensores da saúde estão preocupados com os possíveis impactos negativos que a PEC 241/2016, que estabelece um novo regime fiscal para gastos com saúde e educação, possa produzir para o setor. “Se for aprovada, deverá retirar (do SUS) no próximo ano quatro bilhões de reais”, advertiu.

Plano de Saúde

A deputada disse ainda a Ricardo Barros que a ideia de o Ministério da Saúde de criar um plano básico de saúde para a população pode não resolver o problema do SUS. “ No máximo, a pessoa terá o seu primeiro atendimento pelo plano, depois, dependendo da complexidade da doença, ele baterá às portas do SUS. Essa proposta não vai mudar essa realidade”, avaliou Carmen Zanotto.

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