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Caso Belo Monte: No Senado, Jordy cobra responsabilidade por hospital fechado

Vicente Bezerra

Jordy é vice-presidente da Comissão da Amazônia

O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) participou na tarde desta terça-feira (12), no Senado Federal, de audiência que discutiu o não cumprimento das condicionantes – um conjunto de obras e equipamentos públicos, previstos em contrato que a Norte Energia, responsável pela construção da usina de Belo Monte, deveria executar e entregar à população, como compensação pelos danos sociais e ambientais nas regiões e cidades no entorno da obra.

O tema foi tratado numa subcomissão  da Casa que acompanha as obras da hidrelétrica, que é principal empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra custou mais de R$ 30 bilhões, cujo funcionamento está em fase inicial, após anos de construção e de uma série de denúncias de corrupção.

Uma das principais reclamações da comunidade é o hospital, obra concluída a 16 meses, mas que não foi ainda disponibilizado à população de Altamira por haver uma série de impasses, como a falta de uma estrada de acesso, a definição de quem gerenciará o empreendimento e de onde virão os recursos para mantê-lo.

“Para a população, não importa se a competência é do município, do Estado ou da União, ela quer o hospital funcionando, atendendo as demandas que não são poucas, devido aos efeitos nocivos de uma explosão do fluxo migratório na região, que fez todos os índices de desenvolvimento humano recrudescerem”, afirmou o parlamentar, que ressaltou ainda que não se deve excluir a Norte Energia como co-responsável pelo hospital.

Arnaldo Jordy chamou a atenção novamente para o modelo de implementação defasado da obra e de tantas outras na região Amazônia.

“É um modelo que visa tão somente contemplar apenas as grandes indústrias, em detrimento das populações das áreas de influência destes grandes empreendimentos”, acrescentou o deputado do PPS.

Participaram da reunião, além de senadores, autoridades municipais e estaduais, representantes dos movimentos sociais, da Norte Energia, da Procuradora Federal em Altamira, Thais Santi Silva, que não descarta responsabilizar a empreiteira, o município e o Estado pela não funcionamento do hospital.

Com informações da assessoria do parlamentar

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