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PPS Diversidade acusa o PT de fazer uso político de Conferência Nacional LGBT

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Para Eliseu Neto, portaria é "preconceituosa, descabida, antiquada e gera a estigmatização"

O coordenador do PPS Diversidade, Eliseu Neto (RJ), acusou, nesta segunda-feira (25), o uso político da Conferência Nacional de Políticas Públicas de Direitos Humanos LGBT, que está sendo realizado em Brasília, em defesa da presidente Dilma Rousseff, que luta contra o processo de impeachment. Segundo o dirigente, o encontro conta com apenas delegados ligados ao PT e adiantou que ingressará com um mandato de segurança para garantir a sua participação.

Eliseu Neto afirmou que o problema está relacionado as pessoas que estão participando da Conferência. “O grande problema é quem está nessa conferência. Fizeram com que somente membros e defensores do governo estivessem no encontro como delegados. O absurdo é tamanho que gravamos um deles dizendo que os direitos humanos deveria ser deixado de lado porque o objetivo era evitar o golpe contra a presidente da República”, disse.

Neto criticou a utilização de um espaço de debate importante como a Conferência Nacional LGBT para a defesa de um governo irresponsável e não preocupado com a causa. “No governo do PT é onde mais se registrou mortes LGBT. Onde houve um aumento do índice de HIV. Governo o qual trabalhou e foi responsável pelo surgimento da bancada evangélica e ainda por cima vem dizer que a oposição é culpada. Eles que fizeram tudo isso. Existe um maniqueísmo aí armado”, lamentou.

O coordenador disse que não pode participar do encontro como convidado e adiantou que ingressará com mandato de segurança para garantir a participação do PPS no evento.

“Não pude entrar nem como convidado. Os gestores públicos, aqueles que fazem as políticas públicas voltadas para o público LGBT nas cidades também foram proibidos de participar. Só tem militante do PT. Entraremos com mandato de segurança para que possamos participar da Conferência. Vamos exigir também a presença de um agente público para fiscalizar. Não pode haver palanque. Segundo relatos, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) subiu com bandeira do PT falando que não haveria golpe contra Dilma. Lamentavelmente de LGBT ninguém fala nada. Estão aqui como massa de manobra para dizer que o governo atual fez algo pelos direitos humanos. O que é uma grande mentira e todos sabem disso”, alertou.

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