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Manifestações contra Lula e Dilma tomam conta das principais cidades do País

Manifestantes ocupam ruas em São Paulo, Rio e Brasília

Em dia de muitos protestos pelo país, manifestantes resolvem acampar em São Paulo e Brasília

O Globo

O dia mal havia começado, e as manifestações pipocavam em várias partes do país. Na Avenida Paulista, no coração de São Paulo, os protestos para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff começaram ainda na noite de quarta-feira, permaneceram durante todo o dia, completaram 24 horas no fim do dia e seguiram noite a dentro. Barracas foram montadas no meio da rua, e as pessoas não pensavam em arredar o pé do local.

Ao entardecer, manifestantes também foram ao Congresso Nacional, em Brasília, e mostraram a disposição de permanecer “em vigília” no gramado em torno da Câmara dos Deputados e o Senado. No começo da noite, houve confusão, e a polícia usou bombas de gás para dispersar parte dos manifestantes. Não adiantou. Logo depois, eles voltaram ao local. Mais tarde, os PMS chegaram a bate continência para os manifestantes. Outras capitais também registraram protestos espontâneos contra o governo.

No Rio de Janeiro, por volta das 20h, manifestantes ocuparam uma pista da Praia de Botafogo e carregaram uma bandeira que pedia o impeachment. Eles caminharam em direção a Copacabana, onde cerca de 500 pessoas se reuniram. Em Belo Horizonte, no mesmo horário, entre três e quatro mil pessoas fizeram uma passeata até a Savassi, depois de passar pela Avenida Cristóvão Colombo. Ao longo do dia, houve protestos em pelo menos 21 estados e no Distrito Federal. No Ceará, na Paraíba, no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Distrito Federal e em São Paulo também foram registrados protestos pró-Dilma e a favor do ex-presidente Lula.

Os ânimos exaltados puderam ser registrados, por exemplo, no fim da manhã, quando manifestantes a favor do governo se postaram à frente do Palácio do Planalto, durante a posse do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil, que acabou suspensa minutos depois por uma liminar judicial. A 200 metros, pessoas contrárias ao governo trocavam ofensas com apoiadores do PT. Um cordão da polícia isolou os dois grupos. Em São Paulo, o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, chegou a ser expulso pelos manifestantes da Avenida Paulista, ao pedir que liberassem a via.

Os mesmos manifestantes tiveram um almoço, com direito a picadinho de filé mignon, servido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A gentileza, explicou a Fiesp, é porque os dirigentes do movimento são parceiros da entidade “em atos próimpeachment”. Hoje, a maior preocupação é a permanência do grupo que ocupa a Avenida Paulista, porque que há um protesto pró-governo marcado para o mesmo local. Movimentos a favor do ex-presidente Lula prometem reunir entre 100 mil e 150 mil pessoas no ato e prometem que o próprio Lula, estará no palanque principal.

Ontem, os líderes cobraram do secretário Alexandre de Moraes que os manifestantes que pedem o impeachment sejam retirados da avenida. Centrais sindicais também marcaram mobilizações a favor do governo em outras 46 cidades. (Bruno Góes, Alessandro Giannini, Stella Borges, Luiza Souto, Renata Mariz, Lauro Neto e Renan Xavier)

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