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Correio Braziliense: Recessão não dá trégua

A atividade econômica continuou em queda no início do segundo semestre, com retração da indústria, do comércio e do setor de serviços, conforme o Boletim Regional, divulgado ontem pelo Banco Central. De acordo com a autoridade monetária, o encolhimento da economia teve impacto no mercado de trabalho e elevou as taxas de desemprego. A publicação informou que, com exceção do Centro-Oeste, que manteve o nível de atividade semelhante ao do ano passado, em todas as regiões do país houve queda na geração de riquezas.

A maior retração foi observada no Sudeste, região em que o nível de atividade encolheu 1,5% no período de 12 meses até agosto. Em Minas Gerais, o nível de atividade apurado pelo BC desabou 1,2% no mesmo período. O resultado é puxado pela queda nas vendas do comércio, da indústria de transformação e da construção civil. Esse cenário de recessão teve reflexo no aumento do desemprego no estado. Em segundo lugar, a região mais castigada pela crise é a Norte, com retração de 1,2%, segundo o Índice de Atividade Econômica da autarquia, o IBC-Br.

Com queda de 0,7%, o Nordeste é a terceira região com maior recessão. Em Pernambuco, o nível de atividade encolheu 2,3%, nas contas do BC. No estado, as vendas do comércio ampliado despencaram 4,6% no trimestre finalizado em agosto. O Sul teve uma queda de 0,2% no período. “Embora haja nuances nas regiões do país, há uma convergência da retração econômica”, explicou Fernando Rocha, chefe adjunto do Departamento Econômico da instituição.

Agropecuária

Rocha destacou que apenas o Centro-Oeste manteve o nível de atividade estável. Como a geração de riquezas impulsionada pela agropecuária, a região mantém o maior superavit comercial entre todas, com US$ 10,7 bilhões. O resultado só não é melhor porque a queda nos preços das commodities reduz os ganhos dos produtores rurais.

No caso da inflação, os dados da autoridade monetária apontam que a região que mais sofre é a Sul. Nos últimos 12 meses terminados em setembro, os moradores amargaram uma inflação de 10,8%. Isso porque as tarifas públicas por lá aumentaram nada menos que 18,48%. A região Norte é onde a inflação bateu com menor força. Nesse período, os preços subiram 8,13%. (AT)

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