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Tecnologia e educação podem mudar pequena propriedade, diz B. Sá

Fazer chegar educação, conhecimento e tecnologia aos pequenos produtores rurais das regiões mais atrasadas é o caminho para transformar a agricultura de subsistência em agronegócio, afirmou o deputado B. Sá (PPS-PI), em pronunciamento no plenário da Câmara nesta segunda-feira. Com esses instrumentos, disse o parlamentar, os pequenos produtores passarão a ter noção de produção e produtividade e, “produzindo com sobras, poderão transformar suas propriedades rurais em fonte de renda”. A Emater de cada estado, explica B. Sá, seria o difusor das tecnologias.

“Mais do que isso, entretanto, é preciso levar aos pequenos agricultores noções básicas de associativismo e cooperativismo porque, num mundo cada vez mais globalizado e competitivo, eles não têm chance de sobreviver sozinhos”, advertiu o deputado. Segundo B. Sá, se juntar a outros produtores familiares é a forma que os pequenos têm de se tornar grandes, único caminho para a sobrevivência. O deputado lembrou que 43% de tudo o que é produzido no campo é oriundo de pequenas propriedades, com menos de 100% de extensão, enquanto as grandes fazendas respondem por 57% da produção agropecuária brasileira.

“O Brasil tem cerca de de 4,5 milhões de propriedades rurais, 90% das quais com menos de 100 hectares”, afirmou B. Sá. Embora o Plano Nacional de Reforma Agrária, lançado pelo governo federal, tenha gerado “rusgas”, por ter colocado em oposição agronegócio e agricultura familiar, conforme avaliação do presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Antônio Ernesto de Salvo, o deputado piauiense acredita que os dois regimes podem conviver pacificamente. “Este país, com exceção do idioma, é um caleidoscópio de diferenças”.

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